Tem-se verificado uma crescente
diminuição do consumo de frutas e legumes, em particular nos jovens. Um
dos sinais desta tendência de baixo consumo é o aumento dos casos de
excesso de peso e obesidade na população, principalmente entre crianças
e adolescentes. Portugal é o país da Europa com mais prevalência de
excesso de peso e obesidade nas crianças do sexo feminino com idades
entre os 7 e 9 anos, com 33,71% e o segundo na Europa no sexo masculino
com 29,41% (Padez C, Fernades T, Mourão I, Moreira P, Rosado V. Am J
Hum Biol, citados por Pedro Moreira - FCNAUP). Outros dados apontam
também Portugal para o país europeu onde mais cresce a obesidade
infantil.
O incremento de
doenças crónicas derivadas de estilos alimentares errados é um dos
maiores desafios que as Entidades de saúde e a população em geral
enfrentam.
Um estudo
recente da Fundação Portuguesa de Cardiologia revela que 60% da
população tem o colesterol elevado, um factor importante no surgimento
de doenças cardiovasculares. Estas levam à morte de 122 portugueses por
dia, o que representa 39% da mortalidade.
Segundo
a Direcção Geral de Saúde, o baixo consumo de frutas e legumes é
responsável por cerca de 19% dos cancros gastrointestinais, 31% da
doença cardiovascular isquémica e por 11% dos enfartes e a cada 20
minutos morrem 102 pessoas por ingestão insuficiente de hortofruticolas.
O Relatório Mundial de Saúde de 2002, da OMS refere que no caso de
doenças crónicas não transmissíveis, um dos factores de risco mais
importantes é o consumo inadequado de frutos e hortícolas.
O site do
GPPAA
do Ministério da Agricultura, refere em relação ao Livro Branco sobre
Segurança Alimentar, que a União Europeia necessita de estabelecer a
confiança dos consumidores nos alimentos.
Uma publicação do
Instituto do Consumidor, em conjunto com a Faculdade de Ciências da
Nutrição e Alimentação – UP refere em relação ao consumo de fruta que
se deve “rejeitar a casca, quando não tiver a certeza da sua segurança
quanto a pesticidas”. Por razões de precaução em relação à saúde
pública, desde há vários anos que os nutricionistas e outros
profissionais de saúde recomendam que se descasquem as maçã antes do
seu consumo.
Ora é precisamente na casca que existe uma parte muito significativa
dos fitonutrientes com capacidade antioxidante (nomeadamente os
pigmentos) e a maior parte da fibra.